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O Novo Perfil do Profissional de Logística

Artigo escrito por Debora Lima, Diretora da NetLogística,
especializada em Hunting e Outplacement em Logística e Supply Chain

Embora tenhamos um pouco mais de 20 anos de logística no Brasil, já é possível detectar importantes mudanças em seu perfil e na sua forma de atuação.

Anteriormente voltado para dentro das empresas, o profissional de hoje e do futuro, cada vez mais interagirá com o meio externo, seja com Parceiros Logísticos, Fornecedores, Clientes e Clientes de seus Clientes. Isso lhe permitirá uma visão mais ampla e realista da cadeia de abastecimento.

O novo profissional é “apaixonado” por novas tecnologias. Não aceita a falta de informações e nem se contenta com controles em papel ou com planilhas em Excel. Quer usufruir dos benefícios proporcionados pelas ferramentas WMS – Warehouse Management System, TMS – Transportation Management System, roteirizadores, rastreadores satelitais, baixa automática de entregas, softwares de simulação operacional, automação de estocagem e picking, etc.

Para sobreviver e se desenvolver no meio empresarial, o profissional de logística precisa e precisará ainda mais, evoluir as suas habilidades negociais, sabendo lidar com outros setores internos (Vendas, Marketing, Produção, Financeiro, Compras, etc.) e com todas as interfaces externas.

O profissional de logística é, cada vez mais, racional e numérico, menos emotivo, mais frio e mais adepto ao raciocínio lógico. Apega-se a números. Trabalha com dados e fatos. “Atropela” paradigmas e lendas internas, a partir de um consistente embasamento. Gostam de estatística, matemática financeira,custos, etc.

O novo profissional trabalha fortemente apoiado em indicadores e em metas. É meritocrático. Quer ser avaliado de forma estruturada. Quer saber, claramente, aonde quer chegar. E vai cobrar por isso. Se incomoda com o sobe e desce; quer entender a causa raiz. Quer ser o melhor.

Para esses novos profissionais, a área de logística não deve ser apenas um coadjuvante. Ao contrário, deve ser um protagonista. Para eles, não basta apenas alcançar os resultados; eles devem ser mostrados. Não aceitam desempenhar papéis secundários.

Esses novos profissionais não são passivos. Não aceitam simplesmente por aceitar. Questionam. Querem explicações e não se convecem facilmente.

São mais ambiciosos. Querem chegar longe. O topo não se limita a um cargo de gerente ou diretor de logística ou supply chain. Querem mais. E mudarão de área ou de empresa se necessário para alcançarem seus objetivos.

E por fim, eles não têm medo. Se não estiverem motivados, buscarão outras empresas. Não acatam as regras temerárias do mercado de trabalho. Vão à luta e acreditam demais em si próprios. Não se prendem a empregos em função das dificuldades em obter uma nova colocação.

Está pronto para lidar com isso? Está pronto para adequar-se a essa nova realidade?

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